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  Segunda-Feira, 08 de Novembro de 2010


O Pirata Barbarroxa

publicado por Carlos q.

Esta história é diferente das outras histórias, já que se trata de uma Lenda.E o que é uma Lenda? As Lendas são histórias que acreditamos serem verdade, mas que não temos maneira de provar se são mesmo reais ou invenção de quem as conta.

Então cá vai:

Era uma vez, há já muito tempo, navegava o Pirata Barbarroxa no seu enorme navio com toda a tripulação, em especial os melhores amigos, Barnabé, o carpinteiro e calafate, José o Cozinheiro e Bento, o Grumete.

Mas este pirata não gostava de roubar nem assustar os marinheiros dos outros navios, em vez disso, preferia ajuda-los durante as avarias ou tempestades no mar, a sua missão mais arriscada passou-se no ano 1520 a 1 de Novembro, no Sul do continente Americano, numa zona que fica entre dois países, um chamado Chile e outro chamado Argentina.

Um conjunto de 5 navios (a que se chama "Armada") estava a atravessar uma zona desconhecida para eles e muito perigosa, tinha rochas escondidas debaixo de água, ondas gigantes e ventos muito, muito fortes. O líder desta Armada chama-se Fernão de Magalhães um navegador Português, que nesta viagem estava ao serviço do rei de Espanha, com o objectivo de dar uma volta ao mundo de navio.

Durante a passagem os navios de Fernão de Magalhães estavam em grande dificuldade, 4 navios já tinham naufragado e o outro estava muito estragado pelos fortes ventos, ondas e pelas rochas, tinha buracos no casco e as velas rasgadas. Quando já todos os marinheiros esperavam o pior, apareceu um navio pirata, e Magalhães gritou: "-Que má sorte! Com toda esta tempestade e ainda temos uns piratas para nos roubar".

Os marinheiros correram para o porão do navio em busca de esconderijo, só o Magalhães ficou (já que era o comandante) para tentar evitar o assalto.

O primeiro pirata a entrar no navio foi o próprio Barbarroxa, Magalhães ficou espantado porque o pirata não tinha nenhuma espada nem outra arma, em vez disso vinha de braços abertos e deu um abraço ao comandante.

Pouco tempo depois chegaram os restantes marinheiros, Barnabé com as suas ferramentas, o José com vários produtos para cozinhar e o Bento, como ainda estava a aprender, ficou no navio do Barbarroxa com os outros marinheiros. Começaram logo a trabalhar, o Barbarroxa foi para o leme, pois conhecia muito bem o mar naquela região, o Barnabé tratou da reparação dos estragos das rochas e do vento e o José preparou uma bela refeição para dar forças a todos os marinheiros.

O Magalhães estava cada vez mais espantado, os piratas que conhecia (e dos que já tinha ouvido outros marinheiros falar) eram ladrões, maus e muito mal dispostos, no entanto o Barbarroxa e a sua tripulação estavam a dar uma grande ajuda.

Após três dias a navegar naquela enorme tempestade o navio do Magalhães, e o do pirata Barbarroxa, conseguiram chegar ao outro lado do continente Americano. Quando lá chegaram, e ao ver o oceano tão calmo, Magalhães deu-lhe o nome de "Oceano Pacífico" (nome que se mantém), também o estreito por onde passaram continua a recordar este dia, já que se chama "Estreito de Magalhães".

Durante o resto da viagem, até ao regresso a Espanha, tudo correu bem. Ao chegarem a Espanha, os marinheiros contaram como tinha sido ajudados pelo pirata Barbarroxa e assim a sua fama foi crescendo.

Desde esse dia outros marinheiros contam como têm sido ajudados pelo Barbarroxa e sua tripulação. Mesmo hoje em dia há marinheiros a contar que são ajudados por este pirata tão diferente e solidário.

E já sabem, se um dia estiverem numa viagem de barco, no meio do Oceano, e com algum problema, pode ser que o Barbarroxa vos vá dar uma ajuda.



Em alguns países este pirata é também conhecido por outros nomes, como por exemplo "Barbarroja", "Barba Ruiva", "Red Beard" ou "Barbarossa" entre outras, devido às traduções ou semelhanças fonéticas nesses países.

 
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